Ter um QI alto não é mais a mercadoria mais procurada pelas empresas. A inteligência emocional passou a dominar as entrevistas e avaliações de candidatos a processos seletivos e os assessments internos para decisões sobre sucessão gerencial, dentre outras. Com habilidades sutis, ligadas à observação e à gestão de seu próprio comportamento, pessoas com um alto quociente emocional (QE) se diferenciam das outras quanto ao desempenho apresentado.

“Pessoas com alto quociente emocional conseguem perceber rapidamente o que os outros estão sentindo e entender porque estão agindo de certa maneira, para poder ajustar seu próprio comportamento. São pessoas que dificilmente ficam de mau humor, que geralmente mantêm a calma em situações de pressão e estresse, e que se mantêm otimistas quando encontram obstáculos”, afirma Roberto Santos, sócio-diretor da Ateliê RH, e especialista em avaliar o perfil psicológico no ambiente profissional.

Mas se nem todo mundo é emocionalmente competente, onde é que “pecam” os profissionais inteligentes por serem “ignorantes emocionais”? Uma maneira de se descobrir isso é identificando as posturas de um líder que são características de quem não tem inteligência emocional no trabalho. Mais quais são estes pecados capitais, seus sintomas, causas e efeitos?

Conheça os sete perfis que mostram os piores comportamentos que os profissionais podem ter sob situações de estresse ou pressão:

“A competência emocional depende da qualidade do “radar emocional” do profissional, para que ele perceba as emoções dos outros, e para que ele saiba como controlar suas próprias emoções, e como compartilhá-las”, afirma Santos.

E a inteligência emocional pode ser desenvolvida? Primeiramente, é preciso que a pessoa reconheça que é necessário desenvolvê-la, e em quais aspectos. Depois, é necessário saber ou aprender como fazê-lo com alguém que represente um modelo para o profissional. Por último, e mais importante,  é preciso querer e não ter preguiça de quebrar padrões e paradigmas de velhos preconceitos e percepções, para que assim possa haver uma mudança disciplinada e gradual dos comportamentos. Dessa forma, é possível ter oportunidade de se obter uma reputação de uma pessoa emocionalmente competente, deixando para trás a “burrice emocional”.