O que ativa o lado sombrio?
A presença de estresse e pressão pode ativar o lado sombrio. Ele também pode ser ativado pela ausência de estresse e pressão, causados pelo tédio, complacência ou familiaridade, fatores que podem fazer com que alguém pare de tentar controlar seu comportamento.
Considere a escala HDS Temperamental. Quando o lado sombrio de uma pessoa altamente Temperamental é ativado, ela pode chegar a um ponto sem retorno, onde perde o controle de suas emoções. Mas se ela conseguir identificar os sinais para sua resposta emocional, poderá parar antes de chegar a esse ponto sem retorno. Podem ser sensações físicas, como aumento da temperatura corporal, aumento da frequência cardíaca ou tensão muscular.
Gatilhos comuns do lado sombrio
Embora os gatilhos do lado sombrio sejam específicos para cada indivíduo, eles frequentemente estão relacionados a ameaças reais ou percebidas. Quando alguém se sente em risco de perder algo — mesmo algo intangível como status — o lado sombrio pode ser ativado.
Outro gatilho diz respeito à forma como as pessoas respondem a diferentes públicos ou grupos. Um líder pode ter respostas leais à autoridade. O mesmo líder pode se comportar de forma conflituosa com seus subordinados diretos devido à diferença de poder. Da mesma forma, um líder em sua zona de conforto pode ter uma resposta diferente e desequilibrada quando não é mais o especialista.
Muitas outras situações podem ativar o lado sombrio — prazos, desafios a valores ou expectativas, incerteza causada por novas situações, falta de recursos, busca por poder e muito mais. Os gatilhos também podem se acumular — e fazer efeito dominó em toda a equipe. “Digamos que você já está sendo acionado, e então algo mais acontece. Um efeito de camadas pode certamente ocorrer com os descarriladores”, afirmou Jackie.
Descarriladores em líderes
Ao comparar um colaborador individual a um líder, você pode notar diferenças no que ativa seu lado sombrio. O escopo de poder ou controle também pode influenciar como o lado sombrio emerge. 1 Colaboradores individuais tendem a gerenciar sua autoapresentação com mais atenção, pois podem ser novos na função ou organização. Por outro lado, os líderes tendem a enfrentar mais gatilhos, e os descarriladores têm consequências significativas no nível de liderança.
Consideremos dois exemplos: as escalas Ardiloso e Obsequioso. A escala Ardiloso refere-se a correr riscos, testar limites e parecer indigno de confiança. Quando um líder com alta pontuação nessa escala sente a necessidade de quebrar uma regra ou testar um limite, ele pode praticar a “consciência da checagem da câmera”. Ele tomaria essas ações enquanto estivesse sendo filmado? Usaria essas palavras na gravação? Se a resposta for não, ele está descarrilando.
Ser obsequioso refere-se a parecer excessivamente ansioso para agradar, respeitoso e insinuante. Dizer sempre sim pode fazer com que um líder altamente obsequioso pareça carente de convicção, confiança e credibilidade. Quando sente o impulso de agradar ou aquiescer aos outros, pode parar para se imaginar como um candidato político. Suas ações e decisões tornam-se parte de seu histórico de votação permanente, por assim dizer. Essa mudança de perspectiva pode ajudá-lo a expressar suas opiniões com mais coragem.
No primeiro exemplo, o líder com um escore alto na escala Ardiloso começa a identificar descarrilamentos. No segundo, o líder altamente Obsequioso começa a modificar o comportamento.
O coaching baseado em avaliação pode ajudar líderes a visualizar diferentes cenários e praticar a dramatização. Coaches qualificados ajudam líderes a desenvolver autoconsciência estratégica , construir novos hábitos e implementar mudanças comportamentais quando o lado sombrio se ativa.